terça-feira, 21 de julho de 2009

Soneto do reencontro

Eu vi chegar lento os meus nos seus lábios
A luz por detrás dos cabelos claros
Nosso encontro também foi lento, sábios
Sabíamos viver os momentos raros

Quando eu dei por mim, já era algo novo
A mente apavora o novo mundo
Fugi de nós. Patético em vôo
Para o deserto, em sono profundo

Três longos séculos nos separaram
A vida reduzida à solidão
Mas que vida? Não mais vivia, notaram

E levaram-me para minha sina
Acordei com um beijo de paixão
Em um bar, por detrás de uma cortina.

4 comentários:

Letícia Volponi disse...

Ro, que lindo. Conhecendo e tendo acompanhado uma certa historia de pertinho, fico deslumbrada com a riqueza de emocao de seu poema.
Saudades de vc tambem. Quando a loira chegar, espero vcs para uma pizza.

Rodrigo Assad disse...

oi Le. rsrs acho que você é a única que acompanha meu blog. Na verdade fazia mais de ano que não postava nada. Como fiz meu primeiro soneto achei que valeria a pena; você - depois da Cá - foi a primeira a ver. Valeu, assim que ela voltar marcamos aquela pizza, certo ? Beijos a toda família

Ricardo disse...

Sabe aquele sentimento que estávamos falando no final de semana? Uma foto ou um poema que não foi feito por ti, mas que mexe contigo. Então surgi um sentimento de que aquilo tb é seu, porque de certa forma te pertence.
Foi exatamente o que senti!
Obrigado Amigo.

Achei interessante seu último post antes do soneto chamar "A espera". E o melhor que ele ficou ali mesmo, parado, esperando... até a hora do reencontro.

Obrigado pelas trocas, sempre!

Amo-te

Ri

Camilla Salmazi disse...

Precisava chegar-me aqui, precisava agradecê-lo pelo gosto doce, pelo cheiro nosso, pelo tato incrível. Amo-te! Obrigada pela doçura e a meiguice que os seus olhos têm.
Bjs da sua